Conf. de Imprensa: PACTO SARKOZY e o PING-PONG HUMANO na fronteira Marrocos-Algéria
(com a presença de representante da Obra Pastoral para as Migrações e da ABCDS- Marrocos)
TEMAS
Directiva de Retorno;
Pacto Europeu sobre imigração proposto pela pela Presidencia Francesa da UE;
A situação dos imigrantes sub-sarianos na fronteira Marrocos-Algéria.
A Associação Solidariedade Imigrante, em conjunto com a Obra Pastoral para as Migrações, fará amanhá (dia 28 de Maio), quarta-feira, pelas 12h, na sede da associação, uma conferência de imprensa no sentido de expôr as nossas preocupações relativamente a várias propostas sobre em migração que estão em discussão, a um nível europeu: a Directiva de Retorno e o Pacto Europeu sobre imigração proposto pela Presidência Francesa da UE.
Exigimos a investigação da morte de migrantes na fronteira Sul da Europa
Os testemunhos dos sobreviventes e de diferentes organizações sociais marroquinas confirmam que, na noite de 28 para 29 de Abril, foi atacado, pelas forças de segurança marroquinas, um barco em que se encontravam mais de sessenta pessoas que se dirigiam às costas espanholas.
Morreram afogadas pelo menos trinta e seis pessoas, entre as quais mulheres e crianças. Poucos meses antes, foi denunciada a morte de um cidadão senegalês, atirado ao mar pela guarda civil espanhola.
No contexto da reunião do Comité Internacional do 3º Forum Social Mundial das Migrações (www.fsmm2008.org), as organizações signatárias exprimem a sua mais profunda indignação face este tipo de intervenção das autoridades, de seja qual for o país. Não é aceitável que, em nome da luta da imigração clandestina, tudo seja permitido aos governos. A tentativa de entrar em território europeu não justifica a via de colocar em risco a vida de uma pessoa.
OS/AS IMIGRANTES NÃO SÃO BODES EXPIATÓRIOS
MÁ FÉ DO GOVERNO
A mega rusga realizada ontem entre o Martim Moniz, o Intendente e toda a zona da Almirante Reis visava a reabilitação desta zona da cidade (!?), através da promoção de uma verdadeira acção de caça a “ilegais, droga e prostitutas”, conjugada com a fiscalização de situações de comércio ilegal e encaminhamento das situações de “vulnerabilidade social”.